Dança: corpo como expressão

Dança: corpo como expressão

Expressar os sentimentos e emoções através da arte. A dança se apresentou como paixão e forma de se expressar para todos

Aymée Brito

O corpo não é só um instrumento de expressão. A forma como se anda, gesticula e se comporta demonstra o que cada um acredita, pensa e sente. Desde gestos básicos e naturais até formas mais elaboradas de expressão fazem com que o corpo humano seja uma forma de se comunicar. A expressão artística transmitida pelo corpo pode ultrapassar esse limite da comunicação e levar a um relaxamento da mente, a um bem estar. O fisiologista Diogo Souza garante que o benefício vai além do bem estar. “Dança não tem idade. É uma excelente forma de combate a depressão, a timidez. Aumenta a autoestima e deixa as pessoas mais dispostas para encarar as atividades cotidianas”, afirma.

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A mestranda em administração Jaqueline Milhome, de 28 anos, se diz apaixonada pela dança desde pequena. Ela é dançarina de forró e revela porque considera a prática positiva. “A dança me faz entrar num mundo particular, de alegria, de paz, de relaxamento. É como se eu pudesse liberar todas as minhas tensões, depositar toda a minha alegria e energia”, conta.

Jaqueline Milhome e Thiago Hayne, casal de forrozeiros. Foto: Arquivo pessoal

Com a mesma paixão da noiva Jaqueline, Thiago também fez parte da fundação do grupo de forró Levitar. Hoje ele dá aula em mais de 3 sedes do grupo. “Tudo começou quando ainda éramos alunos e Thiago foi um dos primeiros a ser “promovido” a instrutor. Ele sempre teve muita facilidade de aprender e transformar os passos em algo muito simples de ser ensinado, o que deu destaque a ele”, relembra a dançarina.

A administradora o acompanha em duas das três sedes que dá aula. Segundo a jovem, perceber que a dança traz outros benefícios para vida das pessoas a leva a “um misto de felicidade e satisfação pessoal incrível”. A psicóloga Vanessa Leite explica que na dança a relação entre corpo e mente é muito próxima. “Não apenas pela liberação de endorfina, o hormônio do prazer, mas pela questão física, do cansaço que leva ao relaxamento”, diz. A especialista explica que a mente humana busca os momentos específicos de estresse corporal para encontrar sua tranquilidade.

A dançarina Aline Larruscaim com sua professora. Foto: Arquivo pessoal

É por conta dessa calma, da sensação de alma renovada, que muitos dos que começam a dançar cedo não conseguem abandonar a atividade. É o caso da estudante de psicologia Aline Larruscaim, de 22 anos. “Depois dos 10 anos tentei fazer outro esporte, só que a paixão pela dança falou mais alto”, explica. A jovem acredita que a dança é uma expressão que pode causar nos outros diversas sensações. “Felicidade, angústia, paixão, medo. Pode emocionar profundamente”, afirma.

Mestre em dança contemporânea, Manuela Martins demonstra através da sua arte os seus sentimentos. Professora há 23 anos, se comunicar através da dança “faz parte do instinto humano”, assim como a fala. “Ao dançar podemos fazer uma declaração de amor ou expressar uma raiva profunda. Me apaixonei pela dança quando percebi que jamais ficaria indiferente a um passo ritmado”, diz .