ABC com dendê: escolas de Salvador recebem material didático especial

ABC com dendê: escolas de Salvador recebem material didático especial

Alunos das escolas da rede municipal de Salvador aprendem a ler, escrever e contar com um material diferenciado que enaltece a cultura da capital baiana

Eduardo Bittencourt | Foto destaque: Divulgação/Instituto Chapada de Educação e Pesquisa

Desde fevereiro deste ano, a Prefeitura Municipal de Salvador iniciou a entrega do novo material pedagógico da rede municipal de ensino. Intitulado de Nossa Rede, o material foi desenvolvido pelos próprios educadores da rede municipal, em parceria com as ONGs Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), Avante e Pracatum. O material utilizado por mais de 100 mil alunos da educação infantil e do ensino fundamental I, que vão do primeiro ao quinto ano.

O material é visto como inovador porque foi produzido sob uma ótica de respeito aos valores das identidades culturais de Salvador. Assim, os novos livros das escolas municipais de Salvador possuem vocabulário mais próximo do cotidiano dos alunos, sendo possível encontrar palavras como moqueca e caruru. Além disso, as imagens representam a realidade soteropolitana, que vão desde o Carnaval da cidade ao ônibus que faz a linha Lapa/Barra, por exemplo.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, foram elaborados oitenta cadernos das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, bem como outros materiais que levarão uma didática diferenciada para todas as escolas da rede municipal. “Alfabetizar crianças requer um trabalho muito específico, e o Nossa Rede reflete a cara da nossa cidade. É um projeto que ninguém tira mais, porque pertence à própria comunidade”, pontuou o secretário da Educação, Guilherme Bellintani, por meio de nota.

O projeto é visto com interesse pela professora Isabelle Abraão. “Em minhas aulas sempre tento aproximar meus alunos das coisas da cidade, utilizando elementos de Salvador como exemplo. Gostaria muito de ter um material desse também nas escolas onde ensino”, diz a professora, que leciona em uma escola da rede privada de ensino. Para Abraão, um livro com essa didática facilitaria bastante o aprendizado dos alunos. “Eles iriam entender mais fácil o que a gente está falando”, reforça.

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