A Voz do Profissional

“É muito importante conhecer a doença e os sintomas que ela provoca, e, a partir daí, ficará mais fácil lidar com as demandas rotineiras e déficits comportamentais que o paciente apresentar.”

Debora Rezende 

Para compreender um pouco melhor sobre o Mal de Alzheimer e suas implicações na rotina do paciente, a psicóloga Suzana Graziela conversou com a repórter Debora Rezende do Impressão Digital sobre a doença de Alzheimer: quais sintomas, quais medidas a serem tomadas pela família e como deve ser a convivência. No final da entrevista, o leitor confere galeria com sinopses de filmes que abordam a temática.

Impressão Digital: Quais as medidas preventivas que podem ser adotadas a fim de evitar a doença?

Suzana Graziela: Infelizmente é uma doença inevitável. Só é possível retardar os sintomas com a prática de exercícios e estímulos diários para o cérebro, a exemplo, leitura constante e prática de jogos.

ID: De um modo geral, como é o quadro psicológico dos pacientes que sofrem com o Mal?

SG: Por ser uma doença neuro-degenerativa, provoca principalmente o declínio das funções intelectuais. Com isso, interfere diretamente na rotina do indivíduo, impedindo-o de seguir suas vivências no meio social, familiar e rotinas laborativas. As dificuldades e alterações neuro-cognitivas perpassam diretamente pelo comportamento e personalidade. Visto que, de início, um dos primeiros sintomas, são os lapsos de memória mais recente, onde é mais fácil lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, do que se se alimentou, por exemplo. Com o passar do tempo, a evolução do quadro é tão devastadora que o Alzheimer provoca impacto significativo no cotidiano da pessoa afetando a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. Contudo, a dependência de outrem para cuidados rotineiros se torna inevitável.

ID: Por que ocorrem os casos de transtorno na personalidade do doente?

SG: O transtorno de personalidade é consequência das manifestações clínicas no indivíduo acometido pela doença. Há uma série de mudanças variáveis e comuns na personalidade, onde alguns demonstram características e oscilações mais acentuadas do que outros.

ID: Para a família, qual o melhor modo de lidar com o paciente?

SG: É muito importante conhecer a doença e os sintomas que ela provoca, e, a partir daí, ficará mais fácil lidar com as demandas rotineiras e déficits comportamentais que o paciente apresentar.

ID: Muitos cuidadores ficam em dúvida de qual o melhor modo de enfrentar a doença: manter o portador em casa ou encaminhá-lo para uma clínica especializada? Para você, existe algum modo de facilitar essa decisão?

SG: O cuidado pela família é essencial e o mais recomendado. Encaminhamentos para clínicas especializadas devem ocorrer no aparecimento de uma “crise”, diante de sintomas mais intensos que o indivíduo possa apresentar. A orientação adequada de profissionais, psicólogos e médicos, facilitam a decisão.

Drama nos cinemas

Para os amantes da sétima arte, o Mal de Alzheimer já foi representado muitas vezes nos cinemas. Seja por meio de documentários, dramas ou romances, o tema aparece causando comoção. Pensando nisso, o Impressão Digital preparou uma lista com seis longa-metragens sobre a doença.

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