Intercambistas contam suas experiências com namoro à distância

Intercambistas contam suas experiências com namoro à distância

Saudade, confiança e comentários maldosos são parte da rotina de quem decide se aventurar num relacionamento com quem está muito longe

Carla Ribeiro | Foto 1:  Internet (uso livre) | Foto 2: Dicas de Mulher

Em tempos de globalização, manter um relacionamento à distância passou a ser cada vez mais corriqueiro. Diversas pessoas acabam conhecendo seus amados através das redes sociais ou aplicativos, que conectam pessoas de todas as partes do planeta interessadas em se conhecer. No entanto, apesar da comodidade já apresentada por diversos softwares que ajudam os pombinhos, há ainda muitos perrengues a ser enfrentados por aqueles que desejam namorar à distância.

O problema se intensifica para estudantes em intercâmbio. Não tendo conhecido os seus parceiros em sites ou de forma online, os intercambistas se veem muitas vezes obrigados a deixar o companheiro no país de origem para ir em busca de um sonho. Esta decisão pode abalar bastante o relacionamento ou até fortalecer o sentimento entre os dois.

“Você não tem ideia do tanto de conselho ruim que eu já ouvi”, conta Nathália Trombini, 20. A estudante de direito, que agora mora no estado americano da Califórnia, afirma que confiança, parceria e liberdade são as qualidades que mais preza num relacionamento à distância. O dela começou há apenas dois meses, mas a moça acredita que isso não influencia na intensidade do sentimento. “Sei que é pouco tempo, mas quando temos que pegar um avião para encontrar a pessoa, o tempo parece muito maior”, defende.

Já para Harlye Mielli, uma tripulante de 23 anos, que mora em Chicago, nos EUA, o tempo de relacionamento à distância faz bastante diferença, sim. “Uma coisa é ficar longe um mês, dois. Outra muito diferente é ficar longe por um ano ou mais”, desabafa. “Eu confesso que cheguei a um ponto que morria de saudades, mas não me lembrava exatamente de que.”

Na opinião dela, no entanto, os anos de relacionamento acabam até ajudando a se acostumar com a situação. “Chega um momento em que você aprende a lidar com a saudade física, a dormir sozinha, e levar o namorado na balada por Skype começa a fazer sentido na sua cabeça”, brinca. A brasileira namora há  dois anos e meio com um russo. Por ironia do destino, o rapaz hoje está no Brasil, enquanto ela faz um intercâmbio, na modalidade  au pair, nos Estados Unidos.

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O segredo, segundo os intercambistas que se aventuraram em um relacionamento à distância, é manter um diálogo aberto. “Estamos sempre atualizados sobre a vida um do outro e fazemos planos para o nosso futuro juntos quando eu voltar para o Brasil”, explica Izabella Silva, 20. A estudante de Arquitetura e Urbanismo decidiu trancar o curso e ir para Plymouth, Minessota, para ser au pair. O namoro com um rapaz de Belo Horizonte dura há quatro meses, mas a mineira já pensa em casar. “Esse tempo longe tem sido suficiente para percebemos que não queremos ficar separados de novo, então porque não oficializar isso e garantir que nada mais vai nos separar?”.

E não são só as meninas que pensam longe. Gustavo Gibo, 27, está nos EUA com a namorada brasileira, mas os dois moram a oito horas de distância (de avião). Ele na Califórnia e ela em Nova Iorque. Juntos há quase três anos, os dois nunca terminaram.  “Sinto que meu sentimento por ela está se solidificando, o que me faz pensar e ver que este namoro tem tudo pra virar noivado e casamento”, sonha Gustavo. O desenvolvedor web conta que, no Brasil, chegava a ouvir piadas a respeito do relacionamento, mas a realidade dos EUA é bastante diferente. No novo país, os comentários maldosos sobre namorar à distância praticamente não existem. “Nem por Whatsapp ou Facebook”, relata ele.

A soteropolitana Deborah de Queiroz,  23 anos, já namora há dois anos com um cantor baiano. Trabalhando como au pair nos EUA, a estudante de direito afirma entender o motivo para tantas piadas sobre traição. “[A] maioria das pessoas não consegue entender como consigo levar um relacionamento assim”, analisa a jovem. “Mas o mais difícil é a saudade, com certeza”, completa. De longe, este é o maior ponto de acordo entre os pombinhos intercambistas. A saudade do parceiro e a vontade de estar juntos o tempo inteiro.

Os conselhos para quem deseja se aventurar num relacionamento deste tipo também são muito parecidos. “Tenha certeza do que você quer, na mente e no coração”, afirma Gustavo e Harlye finaliza: “O principal é ter confiança”.

Veja abaixo fotos dos casais e conheça suas histórias!

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