Virou amor. Será que a culpa é dos astros?

Virou amor. Será que a culpa é dos astros?

Tem quem faça questão de saber sob qual influência astral nasceu o par antes de engatar o romance

Carla Letícia | Fotos: Internet (uso livre)

Touro é ciumento e emocional. Por isso combina com o sensível Câncer. Capricórnio é resguardado. Melhor passar longe dos intensos arianos. É de Aquário? Encontre já alguém de Gêmeos e seja feliz! Se essas frases fazem sentido e são super normais em sua opinião, é sinal que você faz parte da legião de jovens que hoje lotam as páginas e caixas de comentários nos sites de astrologia. E leva o assunto a sério.

Entre as diversas variáveis importantes atualmente para um relacionamento, o dia do nascimento do indivíduo ganhou um destaque especial para muitas pessoas. Se tornou até uma forma de “classificar” aqueles que podemos nos relacionar e aqueles que estão vetados. As características do signo passaram a impactar diretamente a maneira como vemos e somos vistos pelos demais. Mas até que ponto isso acontece na prática?

Para a dentista Lara Alencar, esse ponto é levado ao extremo. “Sou leonina e evito o máximo possível os virginianos, por terem características que vão totalmente contra as minhas”, diz. Radical ou não, ela garante que foi sua experiência o que a fez confiar no poder dos astros: “Meus relacionamentos eram terríveis. Tomei trauma e aprendi a identificar quem combina comigo e evitar sofrimento”.

Há também, e são a maioria, aqueles que acreditam no “mapa” de personalidade traçado por cada signo, e o usam como parâmetro nos relacionamentos, mas com moderação. Segundo Rafael Menezes, essa é a melhor opção: “Uso as características do signo da minha esposa, Áries, para conhecê-la melhor e saber como agir em certos momentos, mas acho que tem coisas mais importantes do que isso em um relacionamento”, defende.

Também radical, Marta Ferras garante que os astros influenciam até em outros campos da sua vida. Aquariana, ela diz que sempre sofreu para lidar com a característica “desprendida”  do seu signo: “Mas sei que não tem jeito. O que somos não tem como mudar”.



Equilíbrio

A astrologia é a ciência que afirma que as posições dos corpos celestes no momento do nascimento trazem informações sobre a personalidade e relações humanas do indivíduo. Trata-se de uma crença, e assim como qualquer outra, tem vários adeptos. Luiza Sarita é terapeuta e estuda há três anos a arte dos signos. “A influência dos planetas e seus movimentos na nossa vida é totalmente real e pode nos dar infinitas possibilidades, se soubermos conhecer e aceitar o inexplicável”, garante.

De acordo com Luiza, não há garantias nem comprovações que asseguram totalmente a validade das características dos signos ligados ao movimento dos planetas, mas a experiência de cada um é, para ela, o único parâmetro que importa no assunto. “Podemos vivenciar por nós mesmos essas teorias, e decidir se isso vai significar algo ou não na nossa vida. “Ninguém pode dizer que é mentira aquilo que experimentamos”, enfatiza.

O radicalismo, contudo, é algo que pode ser evitado, segundo Luiza: “Não namorar alguém de Aquário apenas por ser taurino é um equívoco. É a convivência que vai dizer”, diz ela. Para Catia Raíssa, ser virginiana não a prende ao estereótipo que vê escrito no horóscopo. E nem a impediria de namorar um geminiano. “Acho que posso ter um tipo de pré-disposição a ter as características do meu signo, mas não preciso necessariamente ter”, afirma.

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