Fãs tratam Maria Bethânia como divindade

Apesar de ser consideradas grandes estrelas, poucas artistas brasileiras podem ostentar o título de deusas.  A santo-amarense Maria Bethânia é uma das exceções.  Filha de Oya Iansã, Bethânia já foi chamada de “orixá vivo” por Jorge Amado, além de “deusa dos palcos”,  “sacerdotisa” e “feiticeira” por fãs e outros artistas.

Para o jornalista e doutor em antropologia, Bethânia faz jus a estes títulos. “Ela  leva, de modo estilizado, artístico, para o palco o seu eledá Oyá. Personalidade forte, marcante, agressiva, dominadora e independente, arredia, bravia, mas, muitas vezes, silenciosas: isso é de Oyá-Iansã. Bethânia tem essas coisas no palco e reforça estas narrativas com letras de canções feitas inspiradas nela em sua relação com seu orixá de frente”, afirmou.

Marlon Marcos é autor do livro Oyá-Bethânia, os mitos de um orixá nos ritos de uma estrela, resultante da sua dissertação de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro) vinculado à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA

Maria Bethânia é cultuada por seus fã clubes. Os maiores, Rosa dos Ventos, na Bahia, e Grito de Alerta de Pernambuco, promovem discussões e troca de informações sobre a artista. Em sua página do Facebook, o Rosa dos Ventos divulga fotos, vídeos, entrevistas, e até produtos inspirados na santo-amarense, como o perfume Abraçar e Agradecer, inspirado no espetáculo homônimo que comemorou os 50 anos de carreira da artista. Na página, fãs exaltam sua musa com comentários como “linda”, “maravilhosa” e “absoluta”.

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