Dodó encanta com sua arte fauvista

Dodó encanta com sua arte fauvista

Dodó é autodidata e vive no Centro Histórico. Ela queria ser arquiteta, mas aderiu à escola de cores quentes e violentas  

Naira Diniz e  Vitória Régia  | Imagens:  Vitória Régia

Quando surgiu na França, no início do século XX, representada pelos pintores pós-impressionistas Henri Matisse, Gauguin e Van Gogh, a pintura fauvista trouxe uma técnica tida como fora dos padrões artísticos da época pois seus quadros apresentam cores “quentes e violentas”.

Em Salvador temos nossa pintora fauvista. Ela nasceu e vive no Centro Histórico, pinta e vende seus quadros numa Galeria de Arte do Mercado Modelo. É autodidata, gostaria de ter sido arquiteta. Um professor de arte a viu desenhando plantas de edifícios em pedaços de jornais. Dali que ela foi conduzida ao mundo das artes tendo como mestre depois o pintor Edvaldo Assis.

Dodó, como era chamada por sua mãe na infância, desafia as dores no joelho, na coluna, e momentos de ansiedade. Não suporta ficar sem pintar. As saias de suas baianas possuem giros laranja-vermelhos. Seus Omolus recebem fortes e expressivas pinceladas. Planeja o próximo quadro com fundo vermelho em que peixes estarão voando. E garante que os clientes adoram.

De fato, há pouco estoque de suas obras na galeria. Segundo o galerista informou, há um holandês que encomenda 60 telas de uma vez e leva tudo.  É quase desconhecida em seu território, mas europeus valorizam a nossa Dodó.