Hipótese sugere que nossos ancestrais viveram na água

Hipótese sugere que nossos ancestrais viveram na água


Alessandra Oliveira e Gess Alencar | Imagens: Internet livre 

A crença na existência de sereias vai além da pura fé em criaturas místicas. A hipótese do macaco aquático ou símio aquático defende que levamos, durante um período, um estilo de vida semiaquático, seja pela necessidade de buscar alimento na água ou para se defender de predadores.

Apesar da hipótese, proposta em 1923, não ser aceita pela maioria dos estudiosos da paleontologia, o pesquisador Renato Bender defende que alguns aspectos podem ser considerados. Algumas das evidências que sustentam essa crença são:

  • Poucos pêlos. Diminui o atrito na água e dá mais velocidade;

  • Bipedalismo. Permite atingir superfícies rasas e mais profundas, melhora o equilíbrio e reduz a pressão sobre as costas, quadris e joelhos e ainda melhora a circulação sanguínea;

  • Reflexo do mergulho. Bebês nascem com reflexo de mergulho. Sua laringe fecha e ele começa a remar seus braços e pernas por alguns segundos;

  • Necessidade da água. Os humanos usam água constantemente como função termodinâmica;

  • Localização da laringe. Nossa laringe fica na garganta, assim como acontece com as baleias e golfinhos. Essa localização nos permite prender o fôlego para o mergulho.

No vídeo abaixo, o jornalista investigativo Fábio Pannunzio discute a hipótese com Bender: