Uma feiticeira: A linha ténue da sedução

Uma feiticeira: A linha ténue da sedução

Na terceira e última faceta, o ID 2016.2 mostra as várias formas de materialidade da sedução e os mistérios que envolvem as mulheres e sua participação na formação da sociedade 

Alessandra Oliveira e Marcelo Ricardo

Feitiçaria, no sentido figurado, é sinônimo de encanto, fascinação ou sedução. Ou seja, que desperta desejo, amor, interesse. A sedução é muito pessoal; mexe com os sentidos, emoções, com a cabeça. Na hora de seduzir, vale de tudo; artifícios reais ou imaginários. É justamente no encontro entre místico e real que se encontra o Sereismo – estilo de vida que pressupões uma ligação espiritual com a natureza. O movimento tem sido tão forte, que hoje já existem pessoas que trabalham como sereia e tritão em tempo integral.

No sentido real, é uma forma de conhecimento que lida com manipulação de energias, na qual a participação das mulheres é fundamental. Por conta do mistério em torno da feitiçaria, ao longo da história, foram atribuídos valores negativos a feminilidade. Para desmistificar o entendimento em torno de magia e feitiçaria, uma das nossas reportagens mostra a cronologia da escola de magia do mundo real.

Você também vai conhecer modos de sedução ao redor do mundo, ingredientes afrodisíacos e como o conceito de beleza e sedução varia em cada cultura. Já ícones como Marlyn Monroe, Brigitte Bardot e as vedetes são as femme fatale do nosso imaginário. O poder da sedução é tão grande que algumas mulheres chegam a ganhar dinheiro apenas por serem bonitas. Na TV brasileira, a presença feminina em programas foi, muitas vezes, hiper sexualizadas.

Apesar disso e da atual cultura de trocas de imagens e conteúdos eróticos, a nudez ainda é concebida como um pecado por se tratar do autoconhecimento do corpo desde Adão e Eva. No ambiente de trabalho, mulheres são obrigadas adequarem sua vestimenta para que sua beleza não chame atenção.

Se você ainda não sabe se é “deusa”, “louca” ou “feiticeira” é a última oportunidade de descobrir. Vai, miga (meninos também se encaixam aqui), não vale a pena morrer com essa dúvida: